Anfavea diz ser a favor de IPI mais baixo e espera 2015 melhor



  

No início desse ano, o emplacamento de novos veículos caiu cerca de 7,2% comparando dados de janeiro a maio de 2014, com os dados do mesmo período de 2013. Para não ocasionar numa grande quantidade de desemprego, o ministro da Fazenda anunciou a prorrogação do IPI reduzido, que também motiva o mercado, e a previsão é que permaneça até o fim do ano.

De fato, o ano de 2014 tornou-se pouco favorável para a compra de bens duráveis. Tivemos a Copa do Mundo, com gastos elevados e que não rentaram tanto quanto o esperado, eleições, problemas com racionamento de água, que obrigou medidas administrativas imediatas para “contornar” a situação, além da crise na Argentina. Os produtores de móveis também foram inclusos neste benefício.

Esta estratégia já é utilizada há algum tempo e as montadoras anseiam para que se estenda também no decorrer do próximo ano com taxas ainda menores. A prova de que essa alternativa é eficaz foi observada no decorrer do ano, em especial de julho a setembro, onde as vendas cresceram em torno de 3,7%, mantendo, assim, os empregos com um aumento de produção de 4,7%.

Na última reunião com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e representantes do Governo Federal, ocorrido em Brasília, foi relatado de que esse assunto não entrou em debate, porém, as indústrias não desanimam.

Enquanto o governo abre mão de aproximadamente 800 milhões com a redução destes impostos arrecadados, as indústrias fazem sua parte mantendo o mercado aquecido com preços atraentes e em busca de novas oportunidades.





Luiz Moan, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), tenta firmar contrato com a Colômbia enquanto já planeja uma renovação contratual com o México.

Estes fatos impulsionam, como consequência, um aumento no nosso PIB, uma vez que a produção de peças realizadas aqui, além de gerar emprego, arrecada impostos dentro do Pais.

Por Ricardo Laurentino da Silva

Foto: divulgação



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