Plano Nacional de Contagem de Tráfego mapeia situação das Estradas no Brasil



  

Pesquisa servirá para identificar principais problemas e os principais locais que precisam de melhorias.

Para o coordenador-geral de Planejamento e Programação de Investimentos, André Nunes, uma das funções do Plano Nacional de Contagem de Tráfego é “oferecer à sociedade condições ótimas de trafegabilidade, em consonância com os princípios de otimização dos recursos públicos”.

Significa dizer que, além de garantir a qualidade do serviço, é dever do Estado fazer com que os recursos públicos sejam bem direcionados.

Essa seria a principal razão da criação da Campanha de Pesquisa de Origem e Destino, projeto vinculado ao Plano Nacional de Contagem de Tráfego, que busca fazer uma análise socioeconômica das rodovias federais (especificamente as que estão sob o controle do DNIT, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte), do ponto de vista da sua demanda, tipos de veículos, necessidades de sinalização, horário de pico desse tráfego de veículos e tudo o mais que possa gerar um mapa que revele as condições das rodovias federais brasileiras e onde exatamente deverão ser injetados os recursos públicos liberados pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

Durante a campanha, realizada entre os dias 2 e 8 de julho de 2016, soldados das forças armadas se incumbiram de abordar os passageiros de veículos, em postos especificamente instalados para esse fim, com questões sobre o seu destino, origem, impressões sobre as rodovias e tipos de cargas transportadas (quando era o caso), a fim de criar um mapa com as rodovias federais preferidas e que, por isso, deverão ter atenção especial.

Foram cerca de 3.549.768 veículos abordados, 210.984 motoristas entrevistados nos estados do Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais.





A previsão é que essa coleta de dados sobre o tráfego de veículos nas rodovias federais se estenda até 2017 em quase 300 postos oficiais; realizada por soldados munidos de modernos equipamentos (tablets, Ipads, aplicativos, etc) para o adequado registro de dados.

Com esse registro do volume do tráfego de veículos em algumas rodovias federais, bem como informações socioeconômicas e de hábitos dos condutores, a expectativa é que, segundo especialistas, possam ser melhor avaliadas as necessidades de aperfeiçoamento viário, inclusive no que se refere a transportes coletivos em regiões marginais.

Dados da CNT (Confederação Nacional do Transporte), após análise de mais de 100 mil km de rodovias federais e estaduais, apontaram a inferioridade das rodovias administradas pela união e pelos estados em relação às administradas por concessionárias, que demonstraram superioridade em relação à sinalização, pavimentação asfáltica, engenharia viária, entre outros.

O que significa dizer que, apesar de o Brasil ter uma das quatro mais extensas malhas rodoviárias do planeta, possui apenas 13% de estradas com pavimento asfáltico, o que mostra a urgência em investimentos por onde passam boa parte da riqueza do país.

Vivaldo Pereira da Silva



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