Brasil: o país dos carros que custam mais do que valem



O Brasil é campeão quando o assunto são os preços altos dos carros vendidos por aqui. Em comparação com México, Argentina, Estados Unidos e até mesmo países europeus, ainda ganhamos.

Porém, esse não é o único problema do mercado de automóveis brasileiro: por aqui, os carros podem custar mais caro do que valem. E isso, tem a ver com aquilo que é oferecido quando saem de fábrica.



Ou seja, mesmo que sejam ótimos veículos, há certa dificuldade para encontrar uma razão que justifique, com clareza, os preços cobrados.

Confira, a seguir alguns modelos que exemplificam bem essa questão.



Fiat Doblò

Apesar da versatilidade e de boa condução que oferece, o modelo tem transmissão manual e um motor que não chama a atenção pela eficiência. Nem mesmo quando considerados os sete os lugares, é possível achar uma explicação para um preço que beira os R$100 mil.

O Spin, por exemplo, vem com transmissão automática e ainda consegue ser mais barato.

Chevrolet Tracker

Nos últimos tempos, os modelos da Chevrolet têm levado satisfação aos mais diversos perfis de clientes. Mas o Tracker Premier, a opção mais cara, também levanta questões quanto a custar mais do que deveria.

Quando comparado ao Onix Plus em sua versão topo de linha há uma diferença de cinco mil reais. O problema: ambos têm a mesma plataforma e mesmo motor, sendo que o Tracker é menos equipado!

Tudo bem que o Chevrolet Tracker Premier tem um motor mais forte e traz alguns equipamentos de segurança extras. Porém, isso faz o carro pular dos R$85 mil para os R$116 mil. Ou seja, é possível encontrar modelos equivalentes por R$30 mil a menos.

Honda HR-V

Nem é necessário comparar com outras fabricantes para perceber que o HR-V vale mais do que deveria. Tomando como base um da mesma casa, o Honda Civic, temos preços semelhantes que ficam entre os R$100 e R$140 mil. Porém o Civic se sai melhor. Mesmo sendo bom, o HR-V é de categoria inferior ao Civic e, pela própria construção do carro, deveria ser mais barato.

Volkswagen Up!

O up! sempre se viu com problemas derrapando nos planos de vendas em comparação com seus “parentes”. O carro tem motor moderno e eficiente, mas o preço não deixa dúvidas da falha.

Se comparado com o Renaut Kwid e o Fiat Mobi, por exemplo, é perceptível que up!, custando R$50 mil, está mais ou menos R$15 mil mais caro.

O Fox, da mesma fabricante, custando 4 mil a mais, tem mais espaço interno e um motor 1.6. Sendo assim, o cenário para a aquisição do VW up! fica complicado.

Toyota Yaris

Apesar de ter ganhado muito em equipamentos, o Toyota Yaris perdeu um pouco a dirigibilidade. Nunca chegando a incomodar o Corolla, que seguiu firme e forte em suas vendas, o Yaris se aproxima mais do Etios que do modelo citado.

Quando as versões de entrada são comparadas o problema do preço se torna ainda mais claro. Os dois carros contam com uma transmissão manual e tem o mesmo motor 1.3. O pacote de segurança também é o mesmo. O Yaris se beneficia do sistema de som, algo que não está presente no Etios X. Porém, o que surpreende é o valor de R$14 mil que separa o Etios X do Yaris XL.

O mercado de automóveis no Brasil é extremamente complicado. Além dos tributos que contribuem para a elevação dos preços, assim como das práticas das próprias montadoras que também contribuem com isso, o consumidor precisa planejar e pesquisar cada vez mais antes de decidir pela compra desse ou daquele carro.

Enquanto o cenário de preços não se torna mais equilibrado, o jeito é ter muita calma e paciência para não fazer escolhas que desapontarão no futuro.

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